• Comunicação e educação contra a barbárie

    “Fuzilamentos, degolações, imolações, decapitações. As imagens de execuções cometidas pelo Estado Islâmico transbordam covardia, violência, mal estar – sem corte na internet ou editadas no horário nobre da televisão.

     

    Perversão maior que o conteúdo dos vídeos é o conhecimento aplicado por quem os fez. Repare: tudo é extremamente bem cuidado na filmagem. Cenários (um deserto maravilhoso, num plano ora aberto, ora fechado – o que sugere o uso de mais de uma câmera), figurinos (executados de laranja, executores de preto, covardemente com os rostos cobertos), fotografia (luz permite que se repare nos detalhes) e sobretudo a edição. Não são amadores – o som é “microfonado” e limpo, e as imagens captadas em HD.

     

    A propaganda nazista, considerando época e contexto histórico, não ficava muito atrás.

     

    Como uma formação plena, laica e universal- proposta pelo conceito ocidental de escola – pode lidar com desafios como esse, expostos diariamente a estudantes que os procurem assistir? Não há como lutar com garfos e colheres contra quem tem armamento pesado – seja ideologicamente ou na prática. Contra a barbárie, a melhor arma pode ser uma comunicação autêntica e de qualidade feita pelos estudante com apoio da escola. (…)”

     

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    Leia o artigo completo de Alexandre le Voci Sayad no Estadão.edu.